Óleo de Canola

Apesar de ser conhecido como um óleo cheio de benefícios para a saúde, o óleo de canola traz várias divergências.

Artigo publicado por Fernanda Guimarães nas categorias: Bem-Estar, Saúde

Geralmente ficamos perdidos nas prateleiras dos supermercados, principalmente quando o assunto é óleo. Existem diversos tipos: soja, milho, azeite e o de canola. Todos prometem inúmeros benefícios à saúde. Porém, será que os rótulos apresentam a verdade? Por muitas vezes, o óleo de canola foi comparado ao azeite de oliva quanto às suas propriedades, mas isso vem gerando muitas discrepâncias no mundo científico. Sendo assim, conheça um pouco melhor a história do óleo de canola para saber se o acrescenta ou não ao seu cardápio.

Benefícios do Óleo de Canola

De acordo com alguns estudos, o óleo de canola contém menos teor de gordura saturada que o de milho e o de soja, sendo rico nos ácidos graxos ômega 3 e ômega 6. Portanto, tem o poder de diminuir o colesterol ruim (LDL) e de aumentar o colesterol bom (HDL), protegendo o coração.

Por isso, o seu consumo pode ser regular, mas sem excessos. Caso seja aquecido por longos períodos de tempo, perde as suas propriedades benéficas, que são evaporadas a mais de 180ºC. Seu preço é um pouco mais caro que o dos outros óleos, porém, ainda é mais barato que o de azeite de oliva.

Divergências

Apesar de o rótulo do óleo de canola vir com recomendações de agências de saúde e com especificações de que faz bem à saúde, alguns estudiosos e cientistas entram em divergências quanto às suas propriedades benéficas.

Óleo de canola

Para começar, a flor da canola amarela como mostrada no rótulo não existe. Na realidade, ela nem é uma planta, mas sim, uma sigla de Canadian Oil Low Acid. Então, essa linda flor seria uma planta híbrida denominada “colza”, que foi gerada através do cruzamento entre várias subspécies da mesma família com o objetivo de produzir sementes com baixos teores de ácido erúgico, perigoso para o consumo humano.

Além disso, 80% da canola cultivada no mundo são geneticamente alterados e contêm genes criados artificialmente em laboratórios a fim de que consigam sobreviver ao plantio realizado com o uso de pesticidas nocivos tanto à planta quanto aos seres humanos. E esses agrotóxicos ficam armazenados justamente nos lipídeos da planta, ou seja, em seu óleo, que é consumido por nós.

Malefícios do Óleo de Canola

De acordo com os cientistas acima mencionados, o óleo de canola poderia trazer malefícios à nossa saúde por causa do processamento e da oxidação aos quais os seus ácidos de gordura são submetidos.

Benefícios da canola

Durante o processamento e refinamento, os óleos poliinsaturados dos quais são formados se deformam com a luz, com o calor e com a pressão. Desse modo, oxidam-se, aumentando os radicais livres em nosso organismo, o que causa o seu envelhecimento precoce.

Tal processo gera óleos altamente inflamatórios, fazendo com que contribuam para o aumento de doenças degenerativas, do coração e ainda facilitem o ganho de peso.

Quais Óleos Usar

Caso os cientistas estejam corretos quanto aos malefícios causados pelo óleo de canola, existem opções mais saudáveis de óleos que podem ser usados sem problemas para a sua saúde. São eles:

  • Azeite de Oliva Extra Virgem: não deve ser aquecido, pois senão perde as suas propriedades antiinflamatórias. É bom para o coração e age contra o envelhecimento precoce.
  • Óleos de Girassol, Linhaça e gergelim: também não devem ser consumidos aquecidos. Se prensados a frio e armazenados em embalagens escuras, propiciam vários benefícios à saúde, contanto que sejam consumidos com moderação. E ainda produzem sabores diferenciados e exóticos.
  • Óleo de Coco Virgem: esse é um dos melhores óleos para a nossa saúde e, de quebra, pode ser utilizado quente em diversas receitas.

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