Diferenças entre Depressão, Bipolaridade e Síndrome do Pânico

Embora tenha sintomas e origem parecidas, as doenças se diferem pelo comportamento do paciente.

Artigo publicado por Fernanda Guimarães nas categorias: Beleza, Saúde

As doenças associadas à distúrbios químicos do cérebro e ao estresse são cada vez mais comuns na sociedade moderna e, principalmente, urbana. Muito se fala, ainda, que algumas dessas doenças são causadas pelas próprias pessoas, que tendem a colocar-se na posição de um doente. A parte desses críticos, psicólogos e psiquiatras sérios tentam desenvolver a melhor maneira de lidar com essas doenças. Mas qual é a diferença entre elas? Esse é o principal ponto a ser discutido para um paciente conseguir levar uma vida normal no dia a dia, pois muitas pessoas associam todos esses problemas à depressão.

bipolaridade

Pra começar, essas doenças podem sim ser “causadas” pelo portador, mas não conscientemente. Alguns casos se associam, de fato, a questões anatômicas e á deficiência de neurotransmissores, por problemas de origem bioquímica, na maioria dos casos, contudo, os problemas tem muito mais a ver com relações inadequadas do eu com o mundo, construídas principalmente na gestação e na primeira infância, essas relações podem levar à construção de um mundo áspero e negativo para o indivíduo. Há ainda que se levar em conta fatores genéticos e hereditários, pois muitos casos ocorrem por transmissão  psíquica durante a gestação, na relação parental. Só se considera transmissão genética quando os sintomas estão na mesma família há várias gerações.

Depressão

Conhecida como “o mal do século XXI”, a depressão é um exemplo típico de alterações causadas por disfunções bioquímicas, o diagnóstico de depressão depende também da identificação de aspectos sociais influentes, como perdas, que são fatores objetivos e mal processados pela menta, em casos de depressão. A depressão provém da falta de objetividade em lidar com uma perda, por exemplo, pois a pessoa não apresenta um objetivo, uma forma de processar o acontecimento e recompor sua vida, acontecendo uma disfunção relacional da pessoa com o meio externo à ela.

A depressão tem a predisposição genética, mas fatores de estresse podem contribuir para a sua ocorrência, por isso é uma das doenças com maiores números de casos hoje. São diversos os sintomas ligados ao problema, e os aspectos sociais da doença estão inclusos pois alguns deles podem não ser causa de depressão, mas o contrário, consequências.

O depressivo nem sempre apresenta características ligadas à depressão em público, por em geral há um esforço interno para parecer melhor, mas na convivência intima é mais fácil perce-los: angústia permamente, ansiedade, irritabilidade, desânimo, cansaço, desinteresse, falta de motivação, apatia, pessimismo, ideias de culpa, dificuldade em encontrar alegria e prazer em atividades anteriormente agradáveis, diminuição da atividade sexual, dificuldade de concentração, insônia e outros fatores físicos os quais os médicos não encontram explicação e a necessidade de um esforço “sobrenatural” para iniciar alguma atividade ou projeto.

Bipolaridade

A bipolaridade apresenta algumas falhas de diagnóstico, ainda hoje, associadas a dificuldade de encontrar a fase certa para detectar o problema. O indivíduo se sente bem em sua fase de euforia, o que o afasta da solução, retornando ao consultório apenas quando está na fase de depressão, contudo, ele pode não retornar, devido aos sentimentos depressivos, como o “não vale a pena”. O transtorno também tem origem bioquímica e caracteriza a alteração de humor não apenas desproporcional, mas também inadequada, por exemplo se mostrando feliz e eufórica quando o ambiente ao redor não contribui para isso.

Existe mais de um tipo de transtorno bipolar, um deles faz o paciente apresentar pelo menos um episódio “maníaco” e o outro não. Os sintomas incluem a tendência para comportamentos destemidos e mal pensados, a necessidade excessiva de conversa, a perda do sono e a profusão exagerada de ideias, muitas vezes em linhas de raciocínio difíceis de serem acompanhadas.

depressão

Síndrome do Pânico

A Síndrome do Pânico pode, muitas vezes, ser confundida com a depressão. O problema também se relaciona com a diversidade das relações com o exterior. Mas há deterioração emocional, mas racionalmente o portador não consegue admitir esse fato. Entre outras razões, porque um dos sintomas da doença é não conseguir ver outra alternativa, não vê mudanças. Assim, ele também apresenta ansiedade elevada, que leva a sensação e vertigem, suor e necessidade de sair do ambiente, assim como sintomas de depressão, esses últimos, que causam a confusão entre as doenças, são superados por episódios em que o individuo precisa de ação, no entanto ele logo entra em sensação de ansiedade novamente.

Fernanda Guimarães

Autora

Fernanda Guimarães é apaixonada pela área de relacionamento, sexualidade & amor. Tem ajudado milhares de mulheres a encontrarem o homem ideal através de suas dicas de atração, sedução e conquista!



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