Como Lidar com o Divórcio

O que fazer depois do divórcio?

Artigo publicado por Fernanda Guimarães nas categorias: Relacionamento, Término & Divórcio

O divórcio sempre existiu, mas é com a flexibilização que a sociedade adquiriu em relação a ele que passou a ser uma questão tão frequente. Antigamente, até meados do século XX, mulheres que eram separadas eram marginalizadas pela sociedade, obviamente  ideia de que a mulher não soube manter o casamento ainda permanece até hoje, em mentes mais conservadoras, mas a verdade é que em uma relação nunca há apenas um culpado, sendo apenas uma construção machista colocar a culpa totalmente na mulher.

Por isso, para as mulheres tomarem a iniciativa de se divorciarem é mais dificil, mas é preciso aprender a lidar com essas situações, pois diversas vezes não há mais como salvar uma relação, continuar juntos pode ser o fim da felicidade de ambas as partes, prejudicar os filhos, as carreiras profissionais e a família próxima. Apesar de tudo isso, o principal é pensar na sua felicidade ao pedir um divórcio.

divórcio

Me divorciei, como me comportar?

A separação de um casal que já possuía uma relação sólida, na maioria das vezes, significa divisão. Quando esse casal possui filhos e bens em comum isso fica bastante visivel, pois além de haver um empobrecimento das duas partes, há o problema de dividir a educação dos filhos.

Os novos orçamentos podem ser problemáticos inicialmente, uma vez que a justiça obriga o pai a ajudar a sustentar os filhos, mesmo que a guarda fique com a mulher –  a situação inversa também ocorre. Assim, quem fica sem a guarda dos filhos pode ter que reduzir o seu nível de conforto para atender à família. Em geral, se estabelece até 30% dos rendimentos para cada filho, não é um peso que vá deixar o pai com dificuldades financeiras, mas poderá exigir a escolha de uma casa menor e a desfeita de alguns confortos que exigem pagamento, como a TV a cabo.

Quanto a parte da educação dos filhos, eles precisam ser criados por pai e mãe. Não viver sob o mesmo teto não desobriga a convivência, tampouco a atrapalha. Há casos em que os filhos passam a se dar melhor com um dos pais depois da separação, por não ter mais que conviver com as brigas entre os pais e se sentir obrigado a tomar um lado, por exemplo. É possível educar os filhos de uma forma igualitária, principalmente ensinando-os a tomar as próprias decisões e a pensarem sozinhos, o errado é quando uma das partes tenta, simplesmente, destruir os valores da outra com os quais não concorda.

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Novos Rumos

As mudanças da separação encaminham muitas coisas, a primeira delas é a recriação de um lar, pois inicialmente os espaços vazios deixados pelo outro são inevitáveis. É um momento para poder viver em um novo formato, adaptando a casa ao que lhe cai melhor – o que ajuda a superar o primeiro baque, inclusive.

Mais tarde, outro “problema” é quando novos companheiros chegam. É preciso preparar os filhos desde o inicio para essa possibilidade, pois há uma sacralização da imagem dos pais, sobretudo da mãe, que cria o sentimento de posse e de ciúmes antes mesmo de outra pessoa chegar na família. Enquanto todas essas coisas acontecem, reserve um tempo para si, encontrar a paz interior ajudará a passar pelo turbilhão.

Fernanda Guimarães

Autora

Fernanda Guimarães é apaixonada pela área de relacionamento, sexualidade & amor. Tem ajudado milhares de mulheres a encontrarem o homem ideal através de suas dicas de atração, sedução e conquista!



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